Sobre o LAPEC

O Laboratório de Peixes Continentais foi fundando no início de 2012, inicialmente com o nome de Grupo de Estudos de Ictiologia Dulcícola (GEID). A ideia à princípio, era ser de fato um grupo de estudos com reuniões periódicas para o desenvolvimento de um projeto de monitoramento de uma pequena bacia hidrográfica dentro de um condomínio no município de Guarujá – SP.

Em pouco tempo, as pequenas reuniões já não suportavam a demanda de alunos envolvidos, sendo necessário portanto, ter um espaço próprio dentro da Unisanta. No início do segundo semestre de 2012, já éramos por volta de dez integrantes, sendo oito alunos de iniciação científica, das mais diversas áreas, como bioacústica de peixes elétricos, parasita de peixes, alimentação, reprodução e taxonomia.

Nesta mesma época, estreitou-se uma forte parceria entre nós e o Museu de Zoologia da USP, por meio do Dr. Osvaldo Takeshi Oyakawa, tratado por nós, sempre como o “Prof. Osvaldo”, título esse que recebe por nos propiciar grandes ensinamentos a todo momento.

No início do ano de 2013, o GEID consegue seu primeiro espaço físico na universidade, uma laboratório de 48m², e novos alunos são integrados ao grupo, agora já seríamos 16 integrantes. Ao mesmo tempo, fortes parcerias vão sendo geradas e consolidadas, como a com o Laboratório de Parasitologia de Animais Silvestres, o LAPAS, da Unesp Botucatu, por meio do Prof. Dr. Reinaldo dos Santos.

Inicia-se também o projeto de Inventário da Baixada Santista, que consiste no levantamento de toda a fauna de peixes de água doce da região entre os municípios de Peruíbe e Bertioga. Conseguimos obter duas grandes informações com esse projeto: entendemos melhor a distribuição das espécies e o principal, tivemos a certeza que era preciso fazer algo muito maior!

Foi então, que durante uma expedição em parceria com o MZUSP ao rio Mambú, no alto da Serra do Mar, fomos decididos a conversar com o “Prof. Osvaldo” e pedir ajuda para a elaboração de um projeto mais abrangente. Para nossa surpresa e alegria, ele já havia pensado o mesmo, e antes que pudéssemos fazer o pedido, ele nos propôs a criação de um inventário de toda a Bacia Hidrográfica Costeira do Estado de São Paulo (Projeto este, que está em fase de implementação).

Por fim, chegamos a 2014 e com muitas novidades. A troca de nome era eminente e por sugestão do Prof. Osvaldo, o GEID passa a se chamar, Laboratório de Peixes Continentais (LAPEC), e mais uma sugestão nos foi dada por ele, e eis que nasce o “Projeto Rio Cubatão: Ecologia e Monitoramento”, que consiste em um estudo de três anos monitorando o rio Cubatão, no município de mesmo nome, com objetivo de identificar se acidentes com caminhões transportando carga líquida nas rodovias da Serra do Mar, podem interferir na fauna de peixes do rio Cubatão.